quarta-feira, 4 de abril de 2007

Jerry Lewis, actor.


"No mundo do espectáculo, um actor desfruta mais do fracasso do outro do que do próprio êxito". Citado por Paolo Pinamonti in "Expresso" de 31/03/2007

O anúncio do filme.


Após ver o anúncio, se quiser relembrar "O Mundo a Seus Pés", basta carregar no título deste post. Vale sempre à pena rever.

domingo, 1 de abril de 2007

Pirataria oblige.

O facto: Spiderman 3 estreia a 4 de Maio nos E.U.A., três dias depois da estreia em território chinês.
A razão: impedir que o filme circule ilegalmente em DVD antes de chegar ao circuito comercial.

Spiderman e cultura americana.


Robin-Hood, Os Três Mosqueteiros, O Conde de Monte-Cristo, Scaramouche, Zorro, a lista é infinita. Está no património genético da cultura ocidental o mito do herói mascarado ou uniformizado. Ou nem sempre, basta ser um proscrito que luta com tenacidade e destreza sobre-humana pelos seus ideais e que, faz por cumprir na ficção aquilo a que os outros comuns mortais na maioria das vezes não consegue na realidade: justiça.
Criado pelos novaiorquinos Stan Lee e Steve Ditko em 1960, talvez a maior fonte do sucesso da personagem de banda-desenhada Homem-Aranha seja as suas fraquezas, que o aproxima dos seus fãs, e a capacidade de posteriormente superá-las.
No que toca à série de cinema, muito do seu sucesso se deve à grande fidelidade do guião às histórias vividas pela personagem Homem-Aranha nos "fumetti". No terceiro episódio, a estrear a 4 de Maio nos E.U.A., a sofisticação desta fidelidade vai ao ponto de abordar o período do "fato negro", quando o herói vestiu durante algum tempo uma roupa diferente, que lhe conferia poderes especiais. O novo fato não foi muito do agrado dos fãs, o que ocasionou o retorno ao velho "colant" azul e vermelho.

Ópera e cultura européia.


Teatro Nacional de São Carlos. Aberto em 30 de Julho de 1793 pela Rainha D. Maria I, em substituição da Ópera do Tejo, destruída pelo terremoto de 1755.

Interessante e esclarecedora sobre o personagem é a entrevista ao ex-director artístico do Teatro de São Carlos, o italiano Paolo Pinamonti, feita pelo Expresso de ontem. A conversa revela alguma ingenuidade política de Pinamonti, o que pode explicar o seu despedimento inesperado, levado a cabo por um secretário de estado que foi seu colega no Erasmus. Por outro lado, o músico e filósofo de formação demonstra que percebe de Ópera, o objecto do seu pelouro. Vai aqui um excerto da entrevista (jornalistas Filipe Santos e Luciana Leiderfarb):
E: "Cada vez mais se olha para a cultura como um negócio. Porque é que a ópera não pode ser rentável?"
P: "Por uma lei económica básica. Como é que uma coisa se torna rentável? porque se reduz o tempo de produção. E também porque se reduzem os custos – e temos de reconhecer que boa parte da rentabilidade económica do mundo ocidental depende da exploração, nalguns casos quase escravatura, de outros mundos. Na ópera não há isso. E não é possível reduzir o tempo de produção. Tocar o "Orfeu" de Monteverdi hoje demora tanto como há 400 anos. Economicamente não era rentável nessa altura, como poderia ser rentável agora? Mas, se a ópera sobreviveu, há razões para isso, até económicas. A razão económica que fez surgir os teatros de ópera em Veneza no Séc. XVII foi a rentabilização dos palácios, das grandes propriedades imobiliárias dos nobres. Em vez de ter palácios vazios, construiam salas de ópera".
E: "E porque é que no Séc. XXI o Estado há-de financiar um espectáculo a que poucos têm acesso"?
P: "Eu entendo que é obrigação do Estado assumir este encargo, como assume com as escolas, as faculdades, os centros de pesquisa. É um dever cívico preservar e manter viva a cultura, da qual a música e a ópera, é parte importante. Olho para a ópera como uma forma de conhecer, de partilhar emoções, de encarar o mundo, que é própria da Europa.Estamos a celebrar os 50 anos do Tratado de Roma e é bom que tenhamos consciência de que a única verdadeira forma cultural que a Europa mantém e que exportou com sucesso para o mundo é a ópera."

Elvis Presley, cantor (1935-1977)

"Não sei nada sobre música. No meu ramo de actividade, não preciso de saber" (in "Publico" de 28/03/2007).

Bom senso: gente que nao se leva tão a sério como era suposto.


"Disse-lhe que faria tudo por ele, inclusivamente manter-me afastado" George Clooney, sobre o apoio velado que está a dar à campanha de Barak Obama às presidenciais americanas. Clooney acha que o apoio de estrelas de Hollywood aos políticos acaba por resultar de uma forma negativa. (Fonte: "Público" de hoje).
Já há quem comece a desmontar o mito de que o apoio incondicional de gente famosa não é tão eficaz em comunicação política como se pode crer à partida. Algumas derrotas notórias da política portuguesa, brasileira e americana o provam, nem é preciso dizer quais.